Em evento realizado em Osaka no último dia 23, Haruhiko Kuroda pediu aos formuladores de políticas para garantir que o mais alto nível de regulamentação seja aplicado a esses ativos.

“Se a Libra for introduzida, poderá ter um enorme impacto na sociedade” afirmou.

Uma ameaça em potencial

Em julho deste ano, as autoridades japonesas organizaram uma conferência envolvendo o Banco do Japão, o Ministério das Finanças e a Agência de Serviços Financeiros. A iniciativa, cujo objetivo era investigar o possível impacto da Libra na política monetária e na estabilidade financeira do país, foi tomada antes da reunião dos ministros das finanças do G7 em Chantilly, França, nos dias 17 a 18 daquele mês.

Persona non grata

Os últimos meses não têm sido fáceis para os envolvidos no Projeto Libra.  No início deste mês, o vice-chanceler e ministro das Finanças da Alemanha, Olaf Scholz, declarou que o governo alemão teria que rejeitar qualquer forma de moeda paralela.

Antes disso, o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, havia dito que seu país não pode permitir o lançamento da criptomoeda proposta pelo Facebook na Europa porque ela colocaria a soberania monetária dos estados em risco.

Busca pela credibilidade

Diante deste cenário nem um pouco favorável, David Marcus, chefe da Calibra tem tentado tranquilizar os legisladores argumentando que o Libra não se destina a ser uma nova moeda, mas uma rede e sistema de pagamento rodando em cima das moedas existentes.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, participou de um jantar com os senadores na semana passada para tratar de preocupações sobre o manejo da privacidade pela gigante da tecnologia e outros assuntos regulatórios da internet, incluindo a Libra.

Embora não se saiba ao certo se é por medo da competitividade ou dos riscos potenciais que a entrada de moedas digitais como a Libra poderia trazer, é nítido que os governos de algumas das potenciais econômicas mundiais não parecem nem um pouco abertos à ideia de adotá-las.