Um fundo de investimento apoiado pela Digital Currency Group (DCG) está adentrando aos negócios de mineração de bitcoin. A Layer1, uma das empresas do portfólio da DCG, obteve um investimento de US$ 50 milhões, levando a startup a um valuation de US$200 milhões.

Foi anunciado hoje pela Layer1 o levantamento de US$ 50 milhões em uma rodada de investimentos series A de nomes como Peter Thiel, Shasta Ventures e outros líderes da indústria de criptomoedas.

Primeira companhia de mineração “em escala” nos Estados Unidos

Segundo o co-fundador da Layer1 Alexander Liegl, os planos são de atuar na atividade de mineração em larga escala, de forma sustentável, construindo uma instalação de mineração do zero, com chips e equipamentos desenvolvidos pela startup. A empresa conta também com subestações elétricas próprias, tornando a competitividade da atividade de mineração um fator muito atrativo.

Vale ressaltar que este não é um mercado que está diluído, ou melhor dizendo, descentralizado. Atualmente, cerca de 70% do mercado é dominado por mineradores chineses. Estes, se beneficiam do custo de energia elétrica barata e ao acesso facilitado a equipamentos como ASICs, produzidos por companhias chinesas como a Bitmain e Canaan Creative.

Texas: em meio ao petróleo, um novo endereço para mineradores de bitcoin

A receita de redução de custos e aumento de lucratividade da mineração de bitcoin na China, segundo Liegl, pode ser aplicada a um estado norte-americano: o Texas. Embora o custo da eletricidade no estado é barato, o clima não favorecia a atividade até então, em razão do alto custo de refrigeração. Neste sentido, foi desenvolvido pela Layer1 uma tecnologia de refrigeração que “cria apenas um consumo adicional de energia em 3%” consumida pelos equipamentos de mineração.