Durante a Cúpula Financeira do Inaugural Bund de 2019 em Xangai, Huang Qifan, vice-presidente do Centro de Intercâmbio Econômico Internacional da China (CCIEE), o banco central da China vencerá a corrida pela primeira moeda digital de banco central.

Segundo o relatório, Qifan estava insatisfeito com a atual dependência dos sistemas de pagamentos SWIFT e CHIPS dos Estados Unidos, que dependem atualmente do câmbio internacional de renminbi.

Suas queixas foram baseadas em sanções dos EUA usando as plataformas e suas limitações técnicas. Ele disse:

“O SWIFT é um sistema de pagamento desatualizado, ineficiente e caro. Desde o estabelecimento da SWIFT, há 46 anos, a tecnologia foi atualizada lentamente e a eficiência foi relativamente baixa”

Sem data definida            

O banco central da China anunciou pela primeira vez em agosto que sua moeda digital estaria pronta. Em setembro, o banco central declarou em uma série comentários aparentemente contraditórios que a China não teria uma data específica para o lançamento da sua moeda digital. Segundo o Global Times, o PBoC ainda precisava de tempo para pesquisar, testar, avaliar e prevenir riscos.

O Comitê Permanente do 13º Congresso Nacional do Povo da China aprovou recentemente, em 26 de outubro, uma nova lei que regula a criptografia, com a lei entrando em vigor em 1º de janeiro de 2020.

Há rumores de que o novo regulamento também faz parte dos preparativos para a próxima CBDC chinês.

É ou, não é?

Os críticos destacaram que o CBDC em questão não é uma criptomoeda real. Pois ele será alimentado por um sistema operacional de duas camadas, o que indica que não será totalmente descentralizado.

O iminente lançamento da nova moeda, se confirmado, não apenas confirmará a posição da China como uma potência econômica e tecnológica, como poderá servir como ponto de partida para que bancos centrais de outras potências da economia mundial também revejam suas posições com relação à adoção e a regulamentação do uso de criptomoedas.